No espectro bolsonarista, a crença na redução das ambições presidenciais de Caiado ganhou força após um entendimento firmado entre o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador de Goiânia, Major Vitor Hugo, que disputam posições no PL de Goiás. Essa dinâmica interna, marcada por uma acirrada competição entre ambos pela vaga de candidato ao Senado, fez com que Gayer e Hugo, até então rivais, encontrassem um denominador comum. A decisão de Hugo de recuar em busca da candidatura ao Senado, abrindo espaço para Gayer, foi vista como um movimento significativo no panorama político goiano.
A partir dessa nova configuração, surgem conjecturas sobre a estratégia de Caiado, que poderia utilizar esse acordo como justificativa para uma eventual desistência de sua candidatura presidencial. Apoiadores acreditam que o governador poderia articular sua saída da corrida presidencial em troca do fortalecimento de seu grupo político em Goiás, sustentando uma aliança com o PL, que, segundo as tendências atuais, estaria se preparando para apoiar Daniel Vilela na disputa pelo governo do estado.
Nesse cenário, o futuro político de Caiado poderia incluir uma candidatura ao Senado, integrando a mesma chapa que Gayer. Não obstante, o governador já deixou claro que considera lançar sua esposa, Gracinha Caiado, ao Senado. Esse possível movimento reflete não apenas as complexidades da política local, mas também as articulações necessárias para manter a relevância de Caiado na arena ao lado de figuras do bolsonarismo.
Com o jogo político se intensificando, a capacidade do governador de Goiás de se adaptar e alinhar interesses definirá não apenas sua trajetória, mas também poderá influenciar o equilíbrio de forças nas próximas eleições. Assim, mesmo que até o momento não haja uma declaração oficial de desistência, os desdobramentos indicam uma fase de redefinição nas intenções eleitorais de Caiado e seus aliados.






