Durante a entrevista coletiva pós-jogo, Barroca expressou seu desapontamento, reconhecendo que, em circunstâncias normais, um ponto fora de casa poderia ser considerado positivo, especialmente contra um adversário tradicional como o Atlético-GO. No entanto, a maneira como o CRB permitiu a recuperação do rival, após ter um desempenho tão dominante na primeira metade, foi motivo de preocupação.
“O que vivenciamos neste jogo é indiscutivelmente uma perda de dois pontos”, declarou Barroca. “Fizemos um primeiro tempo excelente, mas retornamos para a segunda etapa completamente descompensados, o que nos custou o resultado.”
O treinador fez uma análise detalhada do confronto, destacando que a equipe não consegui sustentar o desempenho apresentado inicialmente. Segundo ele, a equipe regatiana enfrentou uma queda significativa em termos coletivos e individuais, permitindo que o Atlético-GO tivesse domínio sobre o jogo na etapa complementar.
Barroca também fez menção às chances que o CRB teve, mesmo após sofrer o terceiro gol, quando alguns jogadores, como Pato e Heverson, poderiam ter revertido o quadro, mas falharam em converter as oportunidades em gols. Ele admitiu que o rival se mostrou mais eficaz em termos de posicionamento e atitude, especialmente após o intervalo, quando o CRB viu sua vantagem se dissipar rapidamente.
Além de refletir sobre a estratégia de jogo, o treinador não deixou de mencionar sua preocupação com a defesa. Embora o ataque do CRB seja um dos mais produtivos da Série B, ele ressaltou que a equipe não pode seguir entregando tantos gols, tendo sofrido dez nos últimos quatro jogos. Para Barroca, é fundamental que a comissão técnica encontre soluções específicas, seja através de mudanças táticas ou redefinindo jogadores em campo.
“Eu sou o responsável por essas escolhas. Temos que treinar intensamente e fazer as correções necessárias”, enfatizou o treinador, que espera que o grupo possa aprender com este empate e evitar repetir erros em futuras partidas. “Devemos lamentar a perda dos pontos, mas, acima de tudo, precisamos extrair lições para que a situação não se repita.”





