Entretanto, a dinâmica mudou no segundo tempo. O Fortaleza, reconhecido pela sua força e técnica, se reestruturou e passou a dominar as ações do jogo. O CRB, que até então parecia controlar o jogo, foi gradualmente pressionado, resultando no empate nos minutos finais. A decisão de não converter as chances em um segundo gol tornou-se um peso para a equipe.
Em coletiva pós-jogo, o técnico Eduardo Barroca analisou a atuação do CRB. Ele elogiou a performance no primeiro tempo, mas admitiu a superioridade do Fortaleza na segunda metade da partida. “Fizemos um bom primeiro tempo e criamos chances, mas sabíamos que enfrentar o Fortaleza seria um grande desafio. No segundo tempo, eles se mostraram melhores”, disse Barroca. Apesar de reconhecer a situação da equipe, ele refutou a ideia de que a condição física dos jogadores tenha sido um fator crucial para o empate.
O treinador também atribuiu o gol sofrido a falhas defensivas que precisam ser corrigidas. “Infelizmente, permitimos o gol em uma jogada onde tínhamos superioridade na área. Temos que aprender com isso”, afirmou. Embora os resultados dos últimos jogos sejam semelhantes, ele destacou que cada partida teve suas particularidades, enfatizando que a equipe estava em boa posição, até ser superada por uma jogada precisa do adversário.
Apesar de demonstrar descontentamento pelo resultado, Barroca se mostrou confiante na capacidade de reação do CRB e prometeu trabalhar nos ajustes necessários para melhorar a performance da equipe. No entanto, a pressão pela pontuação aumenta, e a situação na tabela revela um cenário preocupante, com a zona de rebaixamento cada vez mais próxima.
O próximo desafio do CRB será vital para tentar evitar uma maior aproximação dos quatro últimos colocados. O time enfrentará o Cuiabá no dia 28 de junho, às 19h, no mesmo estádio, em busca de uma recuperação que acalme a torcida e traga esperança ao campeonato.
