O vídeo rapidamente capturou a atenção do público, atingindo mais de 680 mil visualizações somente no Instagram. Nele, personagens carismáticos como “Catracudo”, a catraca da estação, e “Cartãozuda”, que simboliza os cartões de crédito e débito, protagonizam uma narrativa envolvente junto ao trio que representa o bilhete único, o cartão TOP e a passagem unitária física, disponibilizada via QR Code.
O enredo do vídeo destaca uma importante novidade recentemente anunciada pela CPTM: a aceitação do pagamento por aproximação em todas as estações, uma inovação que visa tornar a experiência dos passageiros mais rápida e eficiente. No contexto do vídeo, as personagens associadas ao bilhete único e outras modalidades expressam descontentamento com a “Cartãozuda”, levantando questões sobre a coexistência das novas e tradicionais formas de pagamento. A personagem Catracudo esclarece que a introdução do pagamento por aproximação não implica a eliminação das opções já existentes, ressaltando que “os boatos são reais: agora, a CPTM aceita cartão de crédito e débito em todas as estações, e o passageiro pode escolher a melhor forma de pagar”.
Essa estratégia de marketing se alinha a uma tendência crescente nas redes sociais, onde o uso da inteligência artificial vem sendo explorado para criar conteúdos atraentes e dinâmicos. A CPTM já havia experimentado esse formato anteriormente ao apresentar o casal Bananudo e Moranguete em uma aventura no Expresso Turístico, que parte da Estação da Luz, em São Paulo, rumo a destinos como Jundiaí e Paranapiacaba.
Além da inovação nos pagamentos, a CPTM está programada para expandir essa tecnologia até o final de 2026, permitindo também que dispositivos móveis e smartwatches sejam utilizados nas catracas, garantindo compatibilidade com as principais bandeiras, incluindo Elo, Mastercard e Visa.
Entretanto, a popularidade dessas “novelas de frutas” e suas abordagens dramáticas suscitam preocupações entre especialistas. Psicólogos destacam que o conteúdo, ao tratar de temas delicados de maneira leve, pode causar uma dessensibilização e banalização de situações sérias entre o público jovem. A CPTM, ao navegar por essas águas digitais, enfrenta não apenas o desafio de inovar, mas também a responsabilidade de comunicar-se de forma ética e consciente.
