Damares relatou que existem tentativas constantes de obstruir as apurações, principalmente desde que surgiram evidências do envolvimento de altas lideranças religiosas em esquemas fraudulentos que afetam aposentados. A senadora enfatizou que quando um pastor de renome é mencionado, há uma mobilização para evitar investigações, argumentando que isso poderia desagradar seus apoiadores.
Além disso, Damares acredita que esta CPMI representa um novo capítulo para as Comissões de Investigação Parlamentar no Brasil, pois está disposta a alcançar resultados tangíveis e a responsabilizar agentes de diferentes espectros políticos. De acordo com a parlamentar, a CPMI tem superado as expectativas dos próprios integrantes, revelando casos que vão além do que se imaginava.
Em fevereiro, a comissão planeja apresentar um primeiro balanço de suas atividades, e o seu encerramento formal está agendado para março. Contudo, o presidente da CPMI, Carlos Viana, expressou a necessidade de prorrogação por mais 60 dias, a fim de permitir uma análise mais detalhada dos documentos e um aprofundamento nas investigações. O relatório final deverá consolidar informações de milhares de documentos, além de identificar empresas envolvidas nas fraudes. A CPMI também planeja pedir ao Supremo Tribunal Federal a suspensão imediata de cerca de dois milhões de contratos de empréstimo consignado suspeitos.
Este movimento da CPMI é um marco importante no combate à corrupção e ao desvio de recursos públicos no Brasil, especialmente em relação ao sistema previdenciário que afeta milhões de cidadãos. A investigação já se mostrou complexa e abrangente, sinalizando que a luta contra a fraude no INSS está apenas começando.
