O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), enfatizou nesta quinta-feira (28) a importância da colaboração da Polícia Federal para as investigações sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas. O delegado da PF Bruno Bergamaschi, responsável pela Operação Sem Desconto, foi ouvido em sessão fechada de cerca de cinco horas.
Gaspar ressaltou que a decisão do ministro do STF, André Mendonça, de permitir que o delegado falasse sobre fatos já divulgados à população contribuiu diretamente para o trabalho da comissão. “O ministro deixou muito claro: sigilo só naquilo que está sendo investigado e que pode atrapalhar a investigação. O que não estiver nessa situação deve colaborar com a CPMI. Estamos imbuídos do propósito de dar respostas ao povo brasileiro”, declarou o relator.
Durante o depoimento, restrito a parlamentares e assessores, Bergamaschi detalhou a atuação da quadrilha que desviou recursos da Previdência, destacando que o esquema é antigo, com registros de fraudes desde 2017. Gaspar considerou que a liberação parcial de informações fortalece a transparência da CPMI sem comprometer as investigações em andamento.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também destacou a relevância do depoimento. “Percebemos o quanto uma quadrilha tomou de assalto o dinheiro dos aposentados do nosso país”, afirmou.
O relator Gaspar reforçou o compromisso da CPMI de atuar com independência e rigor. Para ele, o trabalho da comissão é fundamental para resgatar a confiança da população e responsabilizar os envolvidos nos desvios.
Outros parlamentares comentaram que o esquema é antigo, mas foi identificado e combatido no atual governo, destacando que a comissão deve esclarecer não apenas os responsáveis, mas também as falhas institucionais que permitiram as fraudes.