A sessão, que teve uma duração impressionante de mais de 15 horas, começou na sexta-feira e se estendeu até a madrugada do dia seguinte. O documento descartado não apenas indicava um vasto número de indiciamentos, mas também recomendava que a Advocacia do Senado solicitasse à Justiça a prisão preventiva de Lulinha, sob a alegação de risco de fuga.
A rejeição do relatório foi marcada por um clima tenso, com parlamentares governistas tentando emplacar um texto alternativo, que previa cerca de 130 indiciamentos, incluindo nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Contudo, essa proposta não chegou a ser debatida na sessão. Com o encerramento sem a votação de um substitutivo, o resultado gerou frustração entre os membros da CPMI.
Após a última sessão, o presidente da CPMI, Carlos Viana, do Podemos, lamentou que o trabalho não tenha sido finalizado com um relatório aprovado, destacando a importância de encaminhar uma cópia do documento à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal para que os órgãos de controle possam tomar conhecimento da situação.
Essa CPMI, que estava no centro de diversas polêmicas, simboliza a intensa polarização política atual no Brasil e os desdobramentos que podem surgir a partir da recusa em indiciar figuras públicas de destaque. A falta de consenso reflete não apenas as divisões partidárias, mas também um momento crítico na política brasileira, em que investigações e acusações se tornaram uma parte intrínseca do debate político.
Com o fim da CPMI sem um relatório final aprovado, o futuro das investigações relacionadas ao INSS e as implicações para os indivíduos mencionados permanecem em aberto, deixando o público e observadores políticos em suspense sobre os próximos passos.






