Os R$ 93 milhões aplicados apenas neste banco chegam a corresponder a quase 20% do total de receitas geridas pelo instituto. Este valor está no limite do que é legalmente permitido em aplicações desse tipo. A CPI foi proposta nesta terça-feira por Dani Castro, única mulher no Legislativo municipal, e conta com o apoio de outros quatro vereadores, incluindo Diego Costa, Rafael Tanzi, Paulinho Juventude e Marquinho Arruda.
Recentemente, a base aliada do prefeito Guto Issa tentava vetar esse tipo de investigação, mas o cenário mudou após uma operação da Polícia Federal que investigou práticas semelhantes em Santo Antônio da Posse. Essa operação trouxe à tona a necessidade de uma análise mais profunda sobre os processos de investimento realizados por institutos de previdência ligados ao Banco Master. Os dois institutos também compartilham a mesma consultoria, a Crédito e Mercado.
O escopo da CPI é abrangente. Ela se debruçará sobre possíveis irregularidades na administração, documentação e finanças do São Roque Prev, com foco especial em eventos ocorridos entre 2024 e 2026. As apurações englobarão não apenas os investimentos realizados em ativos vinculados ao Banco Master, mas também a atuação de consultorias e a verificação de divergências documentais em atas das reuniões.
Um aspecto alarmante da investigação é a discrepância entre duas atas que registram a decisão de investir no Master. Enquanto uma ata, que foi enviada a órgãos de controle, admite que o investimento traria riscos, a outra, disponibilizada no site do instituto, afirma que não haveria aumento de risco. Essas contradições levantam dúvidas sobre a transparência e a ética nas decisões tomadas em relação aos investimentos da previdência municipal, colocando em xeque a segurança dos recursos destinados aos servidores públicos.
