A investigação, que conta com dados coletados pela Polícia Federal, revela que a conexão entre o empresário e Antunes ia além de uma mera amizade. O relatório destaca o depoimento de Edson Claro, ex-assessor de Antunes, que confirma a existência desses pagamentos mensais, além de relatar que o lobista utilizava sua suposta ligação com o filho do presidente como um ativo em suas negociações comerciais e em interações com fornecedores. Ele também menciona que Antunes antecipou a quantia de R$ 25 milhões para projetos que, à época, eram chamados de “Projeto Amazônia” e “Projeto Teste de Dengue”, sem informações claras sobre a natureza desses projetos.
Ademais, o documento critica a relação de Lulinha com a empresária Roberta Moreira Luchsinger, descrita como uma de suas “amigas íntimas” e uma ponte entre ele e Antunes. A CPI também sugere o indiciamento de outras figuras, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o próprio Antunes, ampliando o espectro do inquérito para empresários e servidores públicos envolvidos no esquema.
Por sua vez, a defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, manifestou indignação em relação ao pedido de indiciamento, interpretando-o como uma tentativa de desgastar a imagem do governo e do presidente Lula através do ataque a seu filho. O advogado critica o relatório, afirmando que a recomendação do indiciamento revela uma natureza eleitoreira nas ações do relator e declara que não há elementos concretos que justifiquem tal sugestão. Ao final, Carvalho reitera que o vazamento de informações sigilosas sobre Lulinha apenas reforça a posição de defesa, que nega qualquer vínculo do empresário com o que está sendo investigado.
