A expectativa era de que Campos Neto prestasse esclarecimentos na mesma data em que a convocação foi anunciada. No entanto, ele conseguiu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) que o isentou da obrigatoriedade de comparecer. Desde o início do mês de março, a CPI busca ouvir Campos Neto em um esforço para investigar possíveis lacunas na supervisão bancária que possam ter contribuído para a ascensão de organizações criminosas no Brasil.
Com um histórico que remonta à sua gestão durante o governo de Jair Bolsonaro e parte do governo de Lula, Campos Neto já se manifestou por meio de uma resposta à CPI, indicando sua disposição para responder às questões propostas, mas apenas por escrito. Essa postura gerou críticas entre os membros da comissão, que insistem na necessidade de ouvir sua versão diretamente.
Além da convocação de Campos Neto, a CPI também aprovou uma série de outras convocações importantes. Entre os convocados estão Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, e Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Também foram convocados para depor Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, além de Yan Felix Hirano, que é considerado um facilitador de operações com recursos ilícitos, e Macário Ramos Júdice Neto, desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Essas movimentações refletem a crescente pressão da CPI em busca de respostas sobre a relação entre o sistema financeiro e o crime organizado, um tema de alta relevância no cenário atual, marcado por desafios no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no país. As próximas audiências prometem ser um marco na investigação, com implicações significativas para as futuras diretrizes de regulação e fiscalização da atividade bancária no Brasil.
