Durante a sessão, foram também aceitos requerimentos para ouvir Yan Felix Hirano, identificado como um facilitador na movimentação de recursos ilegais no sistema financeiro, e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Ramos Júdice Neto. Os pedidos para convocar Castro e Rocha foram apresentados pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, que fundamentou a necessidade de suas prestações de contas diante da gravidade das denúncias.
Especificamente em relação ao ex-governador Ibaneis Rocha, a relatoria da CPI sustenta que sua convocação é pertinente devido às operações de um escritório de advocacia que ele fundou, o qual é vinculado a fundos associados ao ecossistema investigado. Este contexto abrange também transferências de créditos ligadas a estruturas financeiras que interagem com a Reag e o Banco Master, além de decisões envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) em relação à sua tentativa de aquisição de outra instituição.
A situação de Cláudio Castro também é delicada, já que a CPI busca aprofundar a investigação sobre o crime organizado no estado do Rio de Janeiro, com um foco especial em questões de financiamento e lavagem de dinheiro que permeiam as conhecidas “narcomilícias”.
Na mesma sessão, a CPI também determinou que órgãos federais, incluindo o Banco Central, forneçam informações sobre processos relacionados ao conglomerado Master, além de dados sobre uma operação significativa de R$ 5,05 bilhões vinculada ao BNDES. Essas informações são vistas como essenciais para entender a teia financeira em torno do caso investigado.
Por fim, os pedidos de quebra de sigilo de várias empresas e pessoas físicas envolvidas no escândalo serão analisados individualmente, proporcionando, assim, uma oportunidade de avançar no exame dos dossiês financeiros que podem revelar a verdadeira extensão dessa rede criminosa. As expectativas entre os membros da CPI são altas em relação a essa nova fase da investigação, que promete desvendar intricados detalhes e responsabilidades.






