O pedido, apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) em fevereiro, conta com o apoio necessário em termos de assinaturas. Contudo, a instalação da CPI depende do cruzamento de outros 15 requerimentos que estão atualmente sob a análise de Motta. Ademais, no Congresso, outros dois pedidos de CPMI foram feitos, demonstrando a repercussão do caso. No entanto, mesmo com a pressão para que novas investigações sejam realizadas, líderes políticos têm divulgado que a viabilidade de tal movimento é limitada.
A situação se complica ainda mais diante do calendário eleitoral apertado, que tem gerado preocupações entre os parlamentares. Existe um temor generalizado sobre os possíveis efeitos negativos que uma CPI poderia ter sobre figuras influentes dentro do Congresso, levando a uma resistência em avançar com o processo. Parlamentares associados ao Centrão, por exemplo, expressaram que uma investigação mais aprofundada poderia atingir vários integrantes do próprio Legislativo, o que, por sua vez, gera uma atmosfera de incerteza e cautela.
Adicionalmente, a regulação sobre a instalação automática de uma CPMI não foi acionada por Davi Alcolumbre, e negociações em torno de vetos legislativos ainda estão em jogo, com alegações de que um acordo seria preferível a uma CPI. A discussão sobre o Banco Master, portanto, permanece estagnada, refletindo uma dinâmica política que pode complicar qualquer avanço para a investigação.
Em suma, a tentativa de instaurar uma CPI para o Banco Master está paralisada por uma combinação de falta de interesse político, preocupações com eleições e a possibilidade de repercussões indesejadas, evidenciando as complexidades atuais do cenário político brasileiro.





