Durante as quatro primeiras semanas de 2025, foram contabilizadas 163 mortes devido a Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), das quais 117 ainda aguardam a identificação do agente responsável. Além da Covid-19, que liderou a trágica lista, outros vírus como Influenza A H3N2 e Rinovírus apresentaram sete casos cada, enquanto a Influenza A não subtipada fez seis vítimas. Outros patógenos, incluindo H1N1, Influenza B e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), contribuíram com cinco mortes.
No total, 4.587 casos de SRAG foram notificados, sendo que 3.373 desses casos não tiveram o agente causador identificado. O estado de São Paulo foi o que registrou o maior número de mortes, com 15 óbitos em 140 casos confirmados. A faixa etária mais afetada continua a ser a de idosos acima de 65 anos, somando 108 mortes, dentre as quais 19 estavam relacionadas à Covid-19. Esses dados também revelam que a vacinação tem apresentado uma cobertura insatisfatória, o que preocupa as autoridades de saúde.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi oficialmente incluída no calendário básico de vacinação para grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes. Entretanto, a adesão a esse programa tem encontrado dificuldades significativas. Em 2025, menos de 40% das vacinas contra a Covid-19 distribuídas pelo Ministério da Saúde foram realmente aplicadas, com apenas oito milhões das 21,9 milhões de doses enviadas sendo utilizadas até agora.
Informações da plataforma Infogripe, gerida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que, no último ano, pelo menos 10.410 pessoas desenvolveram casos graves da doença, resultando em aproximadamente 1.700 mortes. Esses números ressaltam a urgência de ações efetivas de vacinação e conscientização para combater a propagação do vírus e proteger a população mais vulnerável.
