Costa Neto começa a se arrepender de parceria com Bolsonaro em campanha eleitoral, queixas de falta de apoio e ordens.

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, parece estar enfrentando dificuldades em sua parceria com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, proibiu contatos entre os dois, o que já complica qualquer tentativa de cooperação política.

Costa Neto, que investiu uma fortuna para contar com o apoio de Bolsonaro na eleição de candidatos do PL a prefeito e vereador, está começando a desconfiar de que fez um mau negócio. Segundo relatos, o ex-presidente tem feito corpo mole e se recusado a gravar mensagens de apoio para os candidatos do partido em diferentes estados.

Em São Paulo, a presença de Bolsonaro está mais atrapalhando do que ajudando a campanha do candidato a prefeito apoiado pelo PL, Ricardo Nunes. Já no Rio de Janeiro, reduto político da família Bolsonaro, o ex-presidente tem se limitado a apoiar seu amigo Alexandre Ramagem, candidato a prefeito, e não os candidatos indicados por Costa Neto.

O presidente do PL enviou uma lista com 90 nomes de candidatos e solicitou que Bolsonaro gravasse mensagens de apoio, mas teve seu pedido negado. O ex-presidente chegou a reclamar com sua família que Costa Neto estaria querendo lhe dar ordens, o que ele não aceita. A situação parece ter se tornado um impasse entre os dois líderes políticos.

Diante desse cenário, fica evidente que a parceria entre Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro está longe de ser harmoniosa. Enquanto um investe recursos e expectativas políticas, o outro parece não estar disposto a cumprir com as expectativas. O desfecho dessa relação ainda é incerto, mas a falta de cooperação entre eles certamente trará consequências para as eleições municipais deste ano.

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