Para viabilizar os recursos orçamentários, o governo optou por reduções significativas em verbas que sustentam programas sociais, com ênfase em áreas consideradas essenciais, como saúde e educação. Um dos cortes mais impactantes é o do programa Farmácia Popular, que sofrerá uma diminuição de R$ 500 milhões justamente em um período marcado pelo aumento contínuo dos preços dos medicamentos. Esse cenário poderá dificultar o acesso da população a medicamentos essenciais, prejudicando principalmente aqueles que dependem desse tipo de assistência.
Na área da educação, as consequências também são preocupantes. O programa Pé-de-Meia, que visa incentivar a permanência de estudantes no ensino médio, enfrentará cortes orçamentários significativos, assim como as bolsas do Centro de Atividades de Formação de Professores (CAPS), que perderão R$ 300 milhões. Esses cortes comprometem não apenas a permanência de jovens na escola, mas também a formação adequada de educadores, fatores críticos para a melhoria do sistema educacional brasileiro.
Além disso, outros programas direcionados ao bem-estar social foram afetados. O Auxílio Gás deverá ter uma diminuição de R$ 400 milhões, enquanto benefícios trabalhistas obrigatórios, como o seguro-desemprego e o abono salarial, enfrentarão cortes estimados em cerca de R$ 100 milhões. Essa redução nos recursos para programas de assistência social agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade de muitas famílias.
A análise desses cortes revela uma contradição preocupante: enquanto os recursos para políticas sociais são drasticamente reduzidos, há um aumento no financiamento para emendas parlamentares e para o fundo eleitoral, especialmente em um momento em que o país se aproxima de novas eleições. Essa discrepância gera um debate acalorado sobre as prioridades do governo e sobre o futuro das políticas públicas que visam proteger os cidadãos em situação de necessidade.







