Atualmente, centenas de cartas permanecem acumuladas, aguardando retorno aos remetentes, o que levanta questionamentos sobre a transparência e a eficiência do sistema de entrega. Os Correios, em declaração oficial, confirmaram a versão do denunciante, destacando que a recusa se dá no momento da entrega no local de destino. A situação se torna ainda mais intrigante quando analisamos o cenário legal que rege o direito de correspondência de detentos.
Por sua vez, a Polícia Militar do Distrito Federal reagiu às alegações, negando qualquer irregularidade nas práticas adotadas em relação ao recebimento de correspondências. Em nota, a corporação fez questão de ressaltar que a legislação assegura aos detentos o direito de enviar e receber cartas, e que este direito está sendo integralmente respeitado. O Núcleo de Custódia da PMDF enfatizou que não existe nenhuma decisão judicial que determine a retenção ou restrição das correspondências destinadas a Bolsonaro. Além disso, a PMDF declarou que sua função se limita ao recebimento formal das correspondências, que são submetidas a protocolos de inspeção antes de serem entregues ao destinatário.
Diante dessas informações conflitantes, um clima de incerteza e especulação permeia o caso. A divergência entre a versão dos Correios e a retórica da Polícia Militar levanta questões sobre a gestão do fluxo postal e a transparência nas comunicações de indivíduos sob custódia. Enquanto isso, apoiadores do ex-presidente permanecem ansiosos por notícias e tentativas de contato, utilizando as cartas como uma das poucas formas de se comunicar. A sacralidade do direito à correspondência torna ainda mais urgente a necessidade de esclarecimentos sobre essa situação.







