A quinta vítima, Gianluca Benedetti, que atuava como capitão da missão, foi repatriada nos dias anteriores. Os corpos estão sendo encaminhados ao necrotério do hospital de Gallarate, na região da Lombardia, onde passarão por exames necroscópicos para determinar as causas exatas do falecimento.
O início dos procedimentos de autópsia está agendado para segunda-feira, 25 de setembro, com foco nos restos de Benedetti, que foi o primeiro mergulhador a ser resgatado após o trágico incidente. As autópsias dos demais integrantes do grupo ocorrerão nos dias seguintes.
Os cinco italianos, todos envolvidos em atividades de pesquisa e mergulho, foram encontrados em estado sem vida no dia 14 de setembro. As circunstâncias que cercam o fatídico mergulho ainda são objeto de investigação por parte das autoridades locais. Inicialmente, o Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que o grupo tentava explorar cavernas a uma profundidade superior a 50 metros, algo que não está de acordo com as normas de mergulho recreativo do arquipélago.
De acordo com as diretrizes em vigor, o mergulho recreativo é limitado a 30 metros, embora existam exceções para atividades comerciais ou científicas, as quais demandam licenças específicas. Autoridades maldivas estão atualmente analisando se houve violação dessas normas durante a expedição, e uma investigação formal foi aberta pelo Ministério Público de Roma.
A trágica perda destes cinco indivíduos, que buscavam a beleza das águas maldivas, trouxe à tona questões sobre segurança em atividades de mergulho, gerando uma ampla discussão sobre os regulamentos e a necessidade de uma fiscalização rigorosa para evitar que incidentes como este voltem a acontecer no futuro.
