De acordo com o delegado José Ricardo Marchetti, o estado do corpo era avançado em decomposição, levando o caso a ser encaminhado ao Instituto Médico Legal para investigações sobre a causa da morte. As circunstâncias em torno do desaparecimento de Melissa levantam questões inquietantes, especialmente considerando que a última vez em que ela foi vista foi logo pela manhã do dia 28 de março. Registros de câmeras de segurança mostram a saída dela do cursinho por volta das 7h40, e um encontro com um amigo às 8h30, com quem permaneceu até as 12h. O amigo, no entanto, não tem conhecimento sobre os passos seguintes da jovem.
Informações do cartão de ônibus de Melissa indicam que ela se dirigiu ao Terminal Eloy Chaves em Jundiaí após a saída com seu amigo. O irmão, Sólon Felippe Alvarenga, revelou que o saldo do cartão estava baixo, e a jovem não possuía dinheiro suficiente para despesas. Pesquisas em seu computador indicam que Melissa estava buscando acomodações na área do terminal e em bairros próximos, situação que intensifica o mistério ao redor do seu desaparecimento. O celular da adolescente foi desligado na mesma tarde.
Melissa era caracterizada por seus interesses em literatura, música e filosofia, sendo uma torcedora fervorosa do Santos. O irmão descreveu-a como uma jovem sensível e dedicada aos estudos, sonhando em seguir a carreira de medicina, especialmente na área psiquiátrica. No entanto, o passado de tratamento psicológico para depressão e ansiedade levanta preocupações sobre o impacto da pressão do vestibular em sua saúde mental. Vale ressaltar que nunca antes ela havia desaparecido ou fugido de casa, fazendo com que a situação atual seja ainda mais angustiante para sua família e amigos.






