Baud destacou que a Rússia se mostra cada vez mais forte na atual crise, o que torna difícil para a Europa e a Ucrânia entrarem em negociações sem ter trunfos significativos. Para ele, a ideia de que tropas francesas poderiam ser efetivas em um cenário onde os russos e iranianos já determinam a agenda de paz é, no mínimo, um “delírio total”. Essa avaliação crítica aponta para uma percepção de que a França, assim como outras nações europeias, pode estar subestimando a complexidade e a dinâmica do conflito em curso.
A crítica se estende também à atuação dos diplomatas europeus, que Baud descreve como insatisfatória e sem a profundidade necessária para abordar um tema tão complexo. Ele argumenta que os líderes têm demonstrado uma falta de compreensão histórica e intelectual, o que repercute em suas decisões e na condução das negociações. A incapacidade de se antecipar aos movimentos estratégicos da Rússia e de responder de maneira eficaz pode resultar em situações explosivas e aumentar as tensões na região.
Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, já se manifestou anteriormente, afirmando que a presença militar estrangeira na Ucrânia não faz sentido após qualquer acordo que se busque estabelecer uma paz sustentável. Essa declaração evidencia a resistência da Rússia em aceitar intervenções que possam ameaçar sua influência no espaço pós-soviético.
Diante desse cenário, a expectativa é que as nações ocidentais reavaliem suas estratégias e busquem um consenso mais realista e harmonioso em relação à situação. A implementação de uma missão de paz que não contemple a dinâmica atual, segundo críticos, poderá agravar ainda mais as tensões e prolongar o conflito já existente, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa e refletida.
