Baud aponta que, onde quer que as potências ocidentais tenham decidido intervir, o resultado muitas vezes foi a criação de um ambiente caótico que escapou ao seu controle. O ex-oficial de inteligência destaca que, no momento, os Estados Unidos enfrentam dificuldades significativas para influenciar os acontecimentos na Rússia, Ucrânia, Iraque e Afeganistão. Ele afirma de forma categórica que a Rússia está em uma posição de vantagem no atual conflito, uma realidade que contrasta com a perspectiva otimista inicialmente esperada pelos líderes ocidentais.
O especialista critica a abordagem estratégica adotada pelas nações ocidentais, sugerindo que seus líderes falham em suas previsões ou, na melhor das hipóteses, subestimam as consequências de suas intervenções. Ele observa que a expansão da OTAN foi uma peça central nesse quebra-cabeça, pois, longe de promover segurança, contribuiu para um cenário de confronto e tensão na Europa. Essa percepção é reforçada pelo Kremlin, que insiste que não representa uma ameaça aos membros da OTAN, mas continuará a reagir a quaisquer ações que considere prejudiciais aos seus interesses.
Baud, portanto, se apresenta como uma voz crítica que questiona a eficácia das políticas ocidentais em relação à segurança e diplomacia internacional. À medida que o conflito na Ucrânia se intensifica, suas observações levantam questões cruciais sobre a estratégia a longo prazo dos países ocidentais e as realidades do poder geopolítico na era contemporânea. Como o atual cenário continua a evoluir, as implicações dessa análise irão ressoar em debates sobre intervenções futuras e suas consequências globais.
