O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Amorim, foi um dos principais oradores da solenidade. Em um discurso comovente, ele destacou a singularidade de Neuton Bóia e a dificuldade em encontrar outro profissional com o mesmo nível de dedicação e compromisso. Amorim afirmou, de maneira impactante, que a corporação levará cerca de 300 anos para formar um novo oficial com as características e a paixão de Neuton. Essa declaração ressoou entre os presentes, que sentiram o peso da perda não apenas para a família, mas para toda a instituição.
Neuton Bóia, natural de Maceió, ingressou na Polícia Militar em 1986 e se aposentou em 2015, deixando um legado significativo. Durante sua carreira, ele ocupou cargos de destaque, liderando unidades como o Comando de Policiamento da Capital e o Batalhão de Polícia Ambiental. A sua trajetória foi marcada por um compromisso inabalável com a segurança da comunidade e o fortalecimento da corporação.
A cerimônia de velório, realizada na Sociedade Musical de Coqueiro Seco, foi um momento de reflexão e reconhecimento por parte de colegas e autoridades que celebraram a vida e a trajetória de Neuton. O sepultamento, repleto de homenagens, refletiu o respeito e a admiração que conquistou ao longo de sua carreira.
A morte repentina do coronel aconteceu na manhã de sexta-feira, 31 de julho, enquanto dirigia pela Praça Sinimbu, em Maceió, após um jogo de futebol com colegas. Ele apresentou sintomas súbitos, mas ainda foi capaz de parar o veículo, perdendo a consciência minutos depois, antes que o socorro pudesse chegar.
A despedida de Neuton Bóia não foi apenas um ato solene, mas uma celebração da vida de um homem que deixa um legado duradouro na proteção e no serviço público em Alagoas. A perda será sentida por muitos, mas sua memória e contribuições para a segurança da sociedade continuarão a ressoar por gerações.
