Coronel Mello, vice-prefeito eleito de São Paulo, repudia abusos policiais e alerta sobre consequências para responsáveis. Promete atuação estratégica na prefeitura.

O vice-prefeito eleito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), manifestou sua preocupação e repúdio aos recentes casos de abusos cometidos por policiais na cidade. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) classificou as ações dos agentes como “lamentáveis” e destacou a importância de que os responsáveis paguem um “preço muito caro” por seus atos.

Mello Araújo, conhecido por sua atuação na Rota, ressaltou a necessidade de investigação e punição severa aos policiais envolvidos em episódios de abusos. Ele enfatizou que a sociedade precisa confiar na Justiça e nas instituições responsáveis por garantir a segurança e a ordem pública.

Apesar de condenar veementemente os casos de violência policial, o vice-prefeito eleito ressaltou que tais incidentes são atos isolados e não representam o comportamento da maioria dos agentes de segurança. Ele destacou a importância de compreender as causas que levam a essas situações e defendeu um endurecimento da Lei de Execuções Penais como forma de prevenir futuros abusos.

Em relação ao papel que desempenhará na prefeitura de São Paulo, Mello Araújo revelou que assumirá a Secretaria Executiva de Projetos Estratégicos, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes. Ele afirmou que pretende atuar em diversas áreas da administração municipal e se colocou à disposição para contribuir em todas as demandas necessárias.

Próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mello Araújo garantiu que não irá indicar amigos para ocupar cargos em seu gabinete e que aguardará o início do mandato para definir toda a sua equipe. Ele enfatizou a importância de contar com profissionais qualificados e comprometidos com a gestão pública.

Em relação às acusações de tentativa de golpe de Estado envolvendo Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo, o vice-prefeito eleito defendeu o ex-presidente, argumentando que as acusações são infundadas e fazem parte de uma perseguição injusta. Ele ressaltou a importância de respeitar as instituições e o Estado de Direito para garantir a democracia e a estabilidade do país.

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