Segundo o coronel, sua decisão de ir até a área surgiu após visualizar imagens nas redes que exibiam mudanças na coloração da água do riacho. Ao chegar, no entanto, ele se deparou com uma realidade bem diferente da que estava sendo retratada em comunicados oficiais. Sua descrição da situação foi contundente: “O que encontrei foi um fedor imenso, uma fedentina grande”, disse ele, demonstrando preocupação com o estado de degradação que observou.
No registro, o coronel também fez menção à água escura que se encaminha para a praia e à atividade de retirada de areia por máquinas, ações que, segundo ele, parecem estar contribuindo para a poluição do ambiente. “Fui olhar aqui do lado da praia e a língua suja está indo para o mar. Estão tirando areia, tem lixo indo para a praia”, alertou, refletindo sobre os problemas que a obra pode estar causando não apenas para a vizinhança, mas também aos ecossistemas marinhos.
Embora não se considere um especialista em obras ou preservação ambiental, o coronel levantou interrogações relevantes sobre a eficácia do projeto. “Eu não sei se isso faz parte do processo ou se a obra não aguentou. Não quero ser leviano, não sou especialista, mas o que estou vendo é muita sujeira”, comentou, enfatizando sua preocupação com a falta de clareza sobre o funcionamento adequado das intervenções realizadas.
Esse episódio coloca em evidência a importância de uma fiscalização rigorosa e a necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades responsáveis, especialmente em projetos que visam revitalizar áreas urbanas. A situação despertou a atenção dos cidadãos, que agora se perguntam sobre a real eficácia e os cuidados envolvidos em iniciativas como o Renasce Salgadinho. A sociedade espera, portanto, respostas e ações que garantam a conservação ambiental e a qualidade de vida na região.







