Coronel da PMDF, réu por omissão em atos antidemocráticos, passa por cirurgia para retirada de cálculos renais em Brasília.

O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal, Jorge Eduardo Naime Barreto, que está enfrentando um processo no Supremo Tribunal Federal por omissão em relação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, precisou ser internado para passar por uma cirurgia de retirada de cálculos renais. A família informou que Naime foi levado ao centro cirúrgico no sábado, por volta das 16h40, após sentir dores durante pelo menos um dia.

Sua esposa, Mariana Naime, compartilhou nas redes sociais a gravidade da situação, relatando as dores insuportáveis que o coronel vinha enfrentando. Após conseguir autorização para buscar ajuda médica urgentemente, os exames revelaram a necessidade de uma cirurgia imediata. Felizmente, a cirurgia foi bem-sucedida e Naime encontra-se em fase de recuperação.

Naime passou 461 dias preso em regime fechado, mas em maio deste ano o STF decidiu que não havia mais necessidade da medida cautelar extrema, uma vez que ele foi transferido para a reserva remunerada. Ele retornou para casa, onde está cumprindo outras restrições.

O coronel era chefe do Departamento de Operações da PMDF, mas não estava no cargo no dia em que extremistas invadiram os prédios da Praça dos Três Poderes. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República de omissão ante os atos antidemocráticos e foi o primeiro militar da alta cúpula da PMDF preso devido às investigações do dia 8 de janeiro.

Naime e outros seis integrantes da cúpula da PMDF estão enfrentando processos no STF, com suspeitas de omissão e de cometerem ao menos outros cinco crimes. Apesar de terem sido presos preventivamente em agosto de 2023, eles foram autorizados a aguardar o desenrolar do processo em liberdade provisória. A situação tem gerado polêmica, visto que os réus continuam recebendo bons salários, ajuda financeira e benefícios enquanto aguardam o desfecho da investigação.

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