Sua esposa, Mariana Naime, compartilhou nas redes sociais a gravidade da situação, relatando as dores insuportáveis que o coronel vinha enfrentando. Após conseguir autorização para buscar ajuda médica urgentemente, os exames revelaram a necessidade de uma cirurgia imediata. Felizmente, a cirurgia foi bem-sucedida e Naime encontra-se em fase de recuperação.
Naime passou 461 dias preso em regime fechado, mas em maio deste ano o STF decidiu que não havia mais necessidade da medida cautelar extrema, uma vez que ele foi transferido para a reserva remunerada. Ele retornou para casa, onde está cumprindo outras restrições.
O coronel era chefe do Departamento de Operações da PMDF, mas não estava no cargo no dia em que extremistas invadiram os prédios da Praça dos Três Poderes. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República de omissão ante os atos antidemocráticos e foi o primeiro militar da alta cúpula da PMDF preso devido às investigações do dia 8 de janeiro.
Naime e outros seis integrantes da cúpula da PMDF estão enfrentando processos no STF, com suspeitas de omissão e de cometerem ao menos outros cinco crimes. Apesar de terem sido presos preventivamente em agosto de 2023, eles foram autorizados a aguardar o desenrolar do processo em liberdade provisória. A situação tem gerado polêmica, visto que os réus continuam recebendo bons salários, ajuda financeira e benefícios enquanto aguardam o desfecho da investigação.





