O Estado-Maior do Exército da RPDC não hesitou em classificar a incursão como uma “grave violação de soberania”, acusando Seul de promover uma escalada nas tensões que caracterizam a península coreana. Em um tom contundente, a defesa norte-coreana declarou que a Coreia do Sul é um “inimigo”, destacando uma comparação negativa com o que consideram “lunáticos” de Kiev.
Em resposta, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul minimizou a gravidade da situação, alegando que o drone era constituído de peças comuns e acessíveis no mercado civil. No entanto, as autoridades sul-coreanas se comprometeram a investigar a questão mais a fundo, o que não impediu Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, de criticar o vizinho. Para ela, a natureza do drone, se militar ou civil, é irrelevante; o fato é que o espaço aéreo da RPDC foi infringido.
Kim lembrou ainda que, embora a Coreia do Sul tenha se vangloriado de possuir um “sistema de detecção em tempo real” para drones, o incidente demonstra falhas preocupantes, evidenciando uma potencial falta de responsabilidade por parte de Seul. A vice-diretora do Partido do Trabalho também alertou que a insistência em deslegitimar a ação poderia intensificar o risco de futuros conflitos.
O governo norte-coreano concluiu seu comunicado instando a comunidade internacional a reconhecer quem realmente está por trás da instabilidade na região e advertiu que ações semelhantes podem acarretar consequências ainda mais graves. Kim Yo-jong enfatizou que, caso novas provocações ocorram, a Coreia do Sul não conseguirá lidar com as repercussões que elas trarão.
O episódio não apenas acende um novo nível de tensão entre os dois países, mas também destaca a fragilidade da segurança na região, levantando preocupações sobre potenciais desdobramentos na relação já complexa entre a Coreia do Norte e do Sul.







