A retórica do governo norte-coreano surge em um momento de crescente tensão entre Pyongyang e Washington. O texto revela que as Forças Armadas dos EUA estão, segundo o regime de Kim Jong-un, intensamente engajadas em provocar a Coreia do Norte com declarações sugestivas sobre a possibilidade de conflito. Essas provocações, conforme o documento, têm levado a nação a implementar medidas de defesa mais robustas, especialmente no que concerne ao fortalecimento de seu arsenal nuclear.
O ministério critica abertamente o orçamento militar dos EUA, que supera a cifra impressionante de um trilhão de dólares, caracterizando-o como parte de uma estratégia hegemônica que busca justificar um acúmulo sem precedentes de armamentos sob o pretexto de lidar com as supostas “ameaças” que oriundas de outras nações, incluindo a própria Coreia do Norte.
Além disso, o comunicado menciona exercícios militares realizados pelo Comando de Ataque Global da Força Aérea dos EUA, que incluíram testes de mísseis balísticos intercontinentais do tipo Minuteman 3. O governo de Pyongyang considera essas ações como provocativas e desestabilizadoras, e argumenta que a lógica por trás da defesa militar norte-americana é comparada a de um “gangster”, onde a verdadeira questão não é a agressão em si, mas sim quem é o responsável por ela.
Em resposta a esses desafios, as forças armadas da Coreia do Norte reiteraram seu compromisso com a defesa da paz e estabilidade da península coreana, afirmando que continuarão a monitorar e repelir qualquer ameaça militar de outros países. Com essa vertente dramática das relações entre as duas nações, a situação permanece tensa, e o diálogo é, por ora, considerado um caminho distante.
