O Copom ressalta que o cenário internacional é caracterizado por diversas incertezas, especialmente em relação ao conflito no Oriente Médio, o que tem afetado as condições financeiras globais. O comitê também mencionou que a volatilidade dos preços de commodities e ativos financeiros exige cautela por parte dos países emergentes, notando a necessidade de um manejo cuidadoso da política monetária.
No contexto doméstico, os indicadores econômicos no Brasil apontam para uma aceleração da atividade no primeiro trimestre de 2026, com setores sensíveis ao ciclo econômico recuperando destaque e um mercado de trabalho que demonstra resiliência. Contudo, a inflação continua uma preocupação, já que os índices inflacionários permanecem acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A expectativa de uma redução da taxa de juros já era amplamente antecipada pelos analistas financeiros, especialmente após a redução das tensões internacionais e a queda nas cotações do petróleo, que tende a aliviar as pressões sobre os preços de combustíveis e alimentos. Um testemunho dessa lógica é a desaceleração da inflação oficial, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando 0,58% em maio, inferior aos 0,67% de abril.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa Selic alcançou 15%, o maior patamar em quase duas décadas. As análises indicam que as expectativas de inflação para 2026 e 2027 estão projetadas em 5,30% e 4,10%, respectivamente, ambas acima da meta central de 3%, que admite uma variação de 1,5% a 4,5%. Diante desse quadro, o Copom reafirma a importância da estabilidade de preços e da promoção do pleno emprego como pilares de sua atuação.
