Este encontro, que se tornou um dos maiores do país, revela como a colecionação de figurinhas é uma tradição enraizada na cultura do futebol. A atmosfera no Bicentenario estava repleta de entusiasmo, com colecionadores fazendo negociatas, trocando figurinhas raras e discutindo sobre os jogadores que representam suas seleções. O evento não apenas gera novas amizades, mas também promove uma troca rica de experiências e histórias, todas ligadas ao amor pelo esporte e à expectativa das competições.
No Brasil, a tradição se mantém forte com diversos pontos de troca estabelecidos em shoppings, livrarias, bancas de jornal e até estações de metrô. A convivência em torno da busca incessante por completar o álbum destaca um aspecto coletivo que enriquece a vivência da Copa do Mundo.
O álbum deste ano, que marca um recorde histórico, é o maior já lançado, contando com impressionantes 980 figurinhas. Este número inclui 68 especiais, um acréscimo de 310 cromos em relação à edição anterior. Cada pacote, que pode ser adquirido por cerca de R$ 7, contém sete figurinhas, resultando em um custo de R$ 1 por cromo. Essa mudança reflete não apenas o crescimento da demanda, mas também a evolução do próprio mercado.
Fazendo uma comparação com a Copa anterior, em 2022, o álbum exigia cerca de 670 figurinhas, com cada envelope custando R$ 4 por cinco adesivos. Naquela edição, o investimento mínimo para completar o álbum era de R$ 536. A previsão para a próxima Copa, em 2026, prevê um salto significativo para R$ 980, marcando um aumento de 82,84%. Esses valores refletem a paixão inabalável dos torcedores, que, apesar dos custos, continuam a buscar a satisfação de colecionar momentos e emoções traduzidas em figurinhas.





