Copa do Mundo: Jogos do Irã seguem nos EUA, reafirma presidente do México após negociações frustradas e preocupações com segurança da seleção.

Em uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou que os jogos da seleção iraniana na Copa do Mundo permanecerão nos Estados Unidos, reforçando a decisão da FIFA de manter a sede das partidas inalterada. A declaração surge após intensas tentativas de negociação que buscavam transferir as partidas para o território mexicano.

Atualmente, a tabela do Mundial reserva à seleção iraniana três confrontos na fase de grupos, todos ocorrendo em solos norte-americanos. Este contexto se revela particularmente delicado, considerando que os Estados Unidos foram responsáveis pelo início dos ataques ao Irã, provocando tensões que se repercutem até hoje no Oriente Médio.

Durante a entrevista, Sheinbaum respondeu a perguntas sobre uma possível mudança de sede, explicando que a FIFA havia estabelecido que as partidas não poderiam ser transferidas de seus locais designados. Ela enfatizou a logística complexa que envolvia uma alteração no calendário, confirmando que a decisão da entidade máxima do futebol já estava definida e não seria revertida.

Em uma declaração anterior, a Federação Iraniana de Futebol havia manifestado publicamente que não participaria dos jogos nos Estados Unidos, especialmente após comentários do ex-presidente Donald Trump. Trump havia afirmado que não poderia garantir a segurança da seleção, o que levou o presidente da federação, Mehdi Taj, a afirmar que a participação da equipe em solo americano era inviável.

Além disso, o embaixador do Irã no México, Abdolfazl Pasandideh, criticou a falta de cooperação por parte do governo dos Estados Unidos em relação à emissão de vistos e ao apoio logístico necessário para a delegação iraniana. Esses fatores foram pontuados como motivos relevantes para o pedido de transferência das partidas, que estão agendadas para ocorrer em Los Angeles e Seattle.

Em meio a essas tensões, é importante destacar que a situação geopolítica entre os países envolvidos se tornou ainda mais acentuada. Em fevereiro, um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano gerou uma escalada no conflito, resultando em milhares de mortes, conforme relatórios recentes.

A federação iraniana continuou buscando uma resposta formal da FIFA para seu pedido de mudança de sede, com a esperança de que, se aceito, isso garantisse a participação do Irã na Copa do Mundo. O cenário segue turbulento, refletindo as complexidades que transcendem o esporte e adentram as esferas das relações internacionais.

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