Cooperação Espacial entre Irã e Rússia Aumenta após Lançamento do Satélite Khayyam, Revela Chefe da Agência Espacial do Irã

A cooperação espacial entre o Irã e a Rússia tem se intensificado de maneira significativa nos últimos anos, um movimento especialmente impulsionado pelo desenvolvimento e lançamento do satélite Khayyam. Essa informação foi compartilhada por Hossein Salarieh, o líder da Agência Espacial Iraniana, durante uma entrevista recente.

O satélite Khayyam, que representa um marco importante para a tecnologia espacial do Irã, foi projetado com a colaboração de especialistas russos. O lançamento ocorreu em 2022, utilizando a plataforma do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo do foguete Soyuz-2.1b. Este veículo, equipado com um bloco de aceleração conhecido como Fregat, foi escolhido para garantir que a nave entrasse em órbita eficientemente, facilitando uma série de investigações científicas.

De acordo com Salarieh, a ampliação dessa cooperação é um reflexo da confiança mútua entre os países, que compartilham interesses estratégicos na esfera da pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O satélite Khayyam tem como principais funções a pesquisa científica e tecnológica, incluindo medições precisas de radiação eletromagnética, sensoriamento remoto da Terra e monitoramento ambiental.

O Irã iniciou seu programa espacial nos anos 2000, buscando desenvolver uma capacidade autônoma de lançar satélites. O primeiro grande passo nessa jornada foi a criação do míssil terra-ar Shahab-4, que serviu como base para o desenvolvimento de seus lançadores. Em 2009, o país estabeleceu a base de lançamento de Semnan no norte, que se tornou um ponto crucial para suas operações espaciais.

Em um contexto global cada vez mais complexo e competitivo, a parceria entre Irã e Rússia no setor espacial não apenas reforça a capacidade tecnológica do Irã, mas também altera dinâmicas geopolíticas, uma vez que ambos os países enfrentam desafios de segurança e isolamento. As implicações dessa colaboração vão além da simples troca de tecnologia, sinalizando uma nova era de alianças estratégicas no Oriente Médio, um território crucial no cenário internacional. O avanço em projetos como este pode influenciar a posição do Irã nas negociações regionais e sua abordagem em relação a potências ocidentais.

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