Cooperação e Segurança São Temas Centrais em Reunião do Itamaraty no Atlântico Sul, Afirmam Ministros de 24 Países Reunidos no Rio de Janeiro.

No dia 9 de abril de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil sediou a IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) na Escola Naval, situada na Ilha de Villegaignon, no Rio de Janeiro. O evento congregou representantes de 24 países das duas margens do Atlântico, com o objetivo de intensificar o diálogo e a cooperação no que tange à segurança e ao desenvolvimento sustentável na região.

A ZOPACAS foi criada com a intenção de unir nações em discussões sobre temas marítimos estratégicos, promovendo laços políticos e econômicos enquanto fortalece a paz no Atlântico Sul. No comando do encontro estava o chanceler Mauro Vieira, que enfatizou a representação significativa de países sul-americanos, como Argentina e Uruguai, ao lado de diversas nações africanas, ressaltando o caráter intercontinental da iniciativa.

Durante seu discurso, Vieira abordou a relevância do bloco, que, ao longo de quatro décadas, se consolidou como uma plataforma importante em um cenário internacional caracterizado por crescentes tensões e conflitos. Destacou a necessidade de evitar que o Atlântico Sul se torne um campo de batalha para disputas geopolíticas.

A Declaração do Rio de Janeiro, que foi um dos resultados do encontro, reafirmou o compromisso com a paz na região, declarando-a livre de armas nucleares e tensões externas. O documento também propôs ações conjuntas direcionadas a combater o narcotráfico, a pirataria, a pesca ilegal e crimes ambientais, elementos que possuem grande significado para a segurança marítima.

Entre os avanços conquistados, está a aprovada primeira Estratégia de Cooperação da ZOPACAS e a assinatura da Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho, um marco na formalização de acordos entre os países membros. Este é um indicativo de que a ZOPACAS não é apenas um espaço geográfico, mas um projeto político estratégico voltado para a integração e desenvolvimento sustentável.

A embaixadora Luiza Lopes da Silva, que também esteve presente, sublinhou o papel central da cooperação como base da política externa brasileira. Explicou que a estratégia será implementada em áreas temáticas, onde cada país poderá contribuir de acordo com suas capacidades, formando redes de trabalho que asseguram uma resposta mais coesa a desafios regionais.

O evento culminou com um claro chamado à ação conjunta, reafirmando a importância da colaboração e do entendimento mútuo entre os países da região para enfrentar os desafios compartilhados e assegurar um futuro sustentável para o Atlântico Sul.

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