Convenção do União Brasil em São Paulo transfere decisão sobre coligação com Ricardo Nunes ou Pablo Marçal para executiva municipal

A convenção partidária do União Brasil de São Paulo, realizada na manhã deste sábado, 20, foi marcada pela transferência de competência para a executiva municipal da sigla decidir sobre possíveis coligações majoritárias com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ou com o influenciador Pablo Marçal (PRTB), ou até mesmo sobre o lançamento de uma candidatura própria à prefeitura da capital paulista.

O presidente do União Brasil e também presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, afirmou que foi delegado poder à comissão executiva municipal para decidir sobre os rumos das possíveis candidaturas. Segundo Leite, a relação com o prefeito Ricardo Nunes melhorou consideravelmente, porém ainda há questões a serem discutidas.

Em entrevista, Leite chegou a dar um ultimato ao atual prefeito, afirmando que ele tinha dez dias para firmar a parceria com o partido. Após uma reunião na última sexta-feira, a relação entre os dois melhorou em 90%. No entanto, o apoio ainda não está garantido. Durante a convenção, Leite reforçou que, caso a aliança seja fechada com Nunes, o partido exigirá um “governo de coalizão nos moldes europeus”, onde o União Brasil terá peso na governança.

A votação durante a convenção definiu a lista de vereadores que vão concorrer nas eleições deste ano e deixou para a executiva municipal a competência de preencher as vagas remanescentes. A possibilidade de Milton Leite ser o candidato do União Brasil a prefeito também foi ventilada, o que poderia ocorrer caso não haja consenso sobre outra candidatura.

Uma ala do partido já ameaçava lançar Leite para o cargo de prefeito, dada a dificuldade de formar uma coligação majoritária. O apoio do União Brasil, que tem capilaridade eleitoral nas periferias da cidade, pode significar até um minuto a mais de tempo no programa eleitoral gratuito.

Durante a convenção, Milton Leite destacou o poder de influência do partido nas eleições, afirmando que 8% de votos favoráveis ou contrários decidem o pleito em São Paulo. O apoio do União Brasil também é disputado por Pablo Marçal, que possui uma estrutura partidária reduzida, e que afirmou que o preço cobrado pelo partido de Leite para apoiá-lo é alto demais.

Com a indefinição sobre as coligações e candidaturas, o cenário político em São Paulo segue incerto, com o União Brasil sendo peça chave na decisão final.

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