O presidente do União Brasil e também presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, afirmou que foi delegado poder à comissão executiva municipal para decidir sobre os rumos das possíveis candidaturas. Segundo Leite, a relação com o prefeito Ricardo Nunes melhorou consideravelmente, porém ainda há questões a serem discutidas.
Em entrevista, Leite chegou a dar um ultimato ao atual prefeito, afirmando que ele tinha dez dias para firmar a parceria com o partido. Após uma reunião na última sexta-feira, a relação entre os dois melhorou em 90%. No entanto, o apoio ainda não está garantido. Durante a convenção, Leite reforçou que, caso a aliança seja fechada com Nunes, o partido exigirá um “governo de coalizão nos moldes europeus”, onde o União Brasil terá peso na governança.
A votação durante a convenção definiu a lista de vereadores que vão concorrer nas eleições deste ano e deixou para a executiva municipal a competência de preencher as vagas remanescentes. A possibilidade de Milton Leite ser o candidato do União Brasil a prefeito também foi ventilada, o que poderia ocorrer caso não haja consenso sobre outra candidatura.
Uma ala do partido já ameaçava lançar Leite para o cargo de prefeito, dada a dificuldade de formar uma coligação majoritária. O apoio do União Brasil, que tem capilaridade eleitoral nas periferias da cidade, pode significar até um minuto a mais de tempo no programa eleitoral gratuito.
Durante a convenção, Milton Leite destacou o poder de influência do partido nas eleições, afirmando que 8% de votos favoráveis ou contrários decidem o pleito em São Paulo. O apoio do União Brasil também é disputado por Pablo Marçal, que possui uma estrutura partidária reduzida, e que afirmou que o preço cobrado pelo partido de Leite para apoiá-lo é alto demais.
Com a indefinição sobre as coligações e candidaturas, o cenário político em São Paulo segue incerto, com o União Brasil sendo peça chave na decisão final.





