Importante ressaltar que o TDL é ligado a Tadeu Lira, um nome influente que é primo de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e irmão de Sérgio Lira, ex-prefeito de Maragogi e coordenador da campanha de JHC. Essa relação familiar levanta questionamentos sobre a imparcialidade dos dados apresentados.
A situação do TDL se complicou em julho, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu condenar a empresa por fraudes na contratação de serviços. Este foi o segundo veredito contra a instituição em menos de um mês, e ambos os levantamentos suspensos também apontavam JHC em destaque na corrida eleitoral.
Recentemente, o desembargador Maurício César Breda Filho determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa registrada como AL-04857/2026, realizada pelo TDL. Essa decisão se estende a qualquer tipo de veiculação, seja em meios de comunicação tradicionais, redes sociais ou plataformas de mensagens. Para garantir o cumprimento da ordem, o magistrado estabeleceu uma multa diária de R$ 10 mil, limitada a um total de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
O desembargador fundamentou sua decisão na tutela de urgência apresentada pelo Partido MDB, que questionou diversos aspectos da metodologia utilizada pelo instituto de pesquisa. Essa ação levanta discussões sobre a transparência e a confiabilidade das informações que circulam durante o período eleitoral, ressaltando a importância de uma fiscalização rigorosa nos levantamentos de opinião pública, especialmente em um contexto tão delicado.
Com os desdobramentos da situação do TDL, o cenário de JHC à frente na pesquisa torna-se ainda mais controverso, chamando a atenção para a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a integridade das pesquisas eleitorais no Brasil.





