Segundo a especialista, é fundamental que haja uma orientação profissional para o consumo de chás, considerando que cada pessoa reage de forma diferente aos seus efeitos. Além disso, Gabriella mencionou a importância de se adquirir o chá em locais confiáveis, uma vez que nem sempre o produto vendido corresponde à parte da planta que proporciona os benefícios desejados.
A nutricionista também destacou a necessidade de cautela por parte de gestantes e idosos ao consumirem chás, devido às possíveis interações medicamentosas e à sensibilidade desses grupos. Ela ressaltou a importância de se verificar a procedência dos produtos adquiridos, para garantir sua qualidade e eficácia.
Um levantamento realizado em Diadema apontou que apenas 9 das 16 plantas comercializadas nas ruas correspondiam exatamente ao que estava indicado na embalagem, levantando preocupações sobre a qualidade e segurança dos produtos vendidos dessa forma. A coordenadora do Centro de Estudos Etnobotânicos e Etnofarmacológicos da Unifesp destacou a presença de fungos e bactérias acima do permitido em algumas dessas drogas vegetais, o que pode representar um risco para a saúde de indivíduos com imunidade comprometida.
Diante desse cenário, especialistas recomendam a aquisição de chás em locais regulamentados e com as devidas informações presentes nos rótulos, garantindo a procedência e a qualidade dos produtos. Além disso, a utilização das farmácias vivas das UBSs foi apontada como uma alternativa segura e confiável para obtenção de drogas vegetais.
Em resumo, o uso de chás pode trazer benefícios à saúde, desde que feito de forma consciente e responsável, com atenção à procedência e qualidade dos produtos adquiridos. A orientação profissional e a busca por fontes confiáveis são essenciais para garantir a eficácia e segurança no consumo desses produtos naturais.





