Construção da Estação da Gávea do Metrô do Rio Retoma Obras Depois de Uma Década de Paralisação e Deve Ser Inaugurada em 2028.

A construção da estação da Gávea do metrô do Rio de Janeiro, inicialmente prevista para ser inaugurada em 2016, durante os Jogos Olímpicos, foi interrompida em 2015 devido a crises financeiras e denúncias de superfaturamento. Embora tenha havido promessas de conclusão para 2018, a obra ficou paralisada por cerca de uma década, até ser retomada no final do ano passado. A expectativa agora é que a estação seja inaugurada em 2028.

Na semana passada, em observância ao marco de dez anos de operação da Linha 4, uma visita ao local revelou um intenso movimento de máquinas e trabalhadores. A construção agora se encontra na fase de escavação do túnel que servirá à estação. Diferente dos outros trechos da linha, que utilizaram o tatuzão para a perfuração, a abertura neste ponto está sendo realizada com o uso de explosivos. O processo envolve a realização de furos na rocha, onde são posicionadas dinamites, sendo que cada explosão é cuidadosamente controlada para garantir a segurança dos operários.

As dificuldades enfrentadas na construção foram agravadas pela falta de repasses estaduais de recursos, exacerbadas por um orçamento que, à época, era de R$ 8,4 bilhões. Após negociações complicadas, a Metrô Rio assumiu o contrato da obra e se comprometeu a investir R$ 600 milhões, enquanto o governo do estado alocará R$ 97 milhões.

Em relação à Linha 4, que já opera entre Ipanema e a Barra, a demanda atual é considerada baixa. Aproximadamente 101 mil passageiros utilizam o serviço diariamente, número que representa apenas um terço da capacidade projetada originalmente. Especialistas atribuem essa redução à mudança de hábitos da população após a pandemia de Covid-19 e à concorrência de serviços de transporte por aplicativo.

Além disso, outro fator que dilui o número de usuários é a falta de uma integração efetiva com outros modais de transporte. Estabelecer um plano racional de cruzamento entre as linhas de ônibus e o metrô poderia facilitar o deslocamento e aumentar significativamente a adesão ao sistema.

Por outro lado, muitos usuários da Linha 4 elogiam a eficiência e o conforto do serviço. Apesar de algumas críticas, como a falta de composições suficientes em horários de pico e tarifas consideradas altas, a continuidade das escavações e a promessa de investimentos na expansão da linha trazem esperança para o futuro do transporte público na região. A valorização imobiliária nas áreas adjacentes à estação também ressalta o impacto positivo que a obra pode ter na qualidade de vida dos moradores locais.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo