Goiânia, uma cidade em constante crescimento, figura como um polo de construção civil. De acordo com as estimativas da Ademi, em 2025, cerca de nove mil unidades habitacionais, comerciais e de serviços hoteleiros foram lançadas na capital. Para o ano atual, Melazzo prevê um ritmo de trabalho um pouco mais lento, em parte devido ao ano eleitoral e à Copa do Mundo. No entanto, ele acredita que as empresas estão se preparando, planejando e desenvolvendo novos projetos, o que indica uma recuperação ágil após esse período.
Cristalizando a análise do cenário, Melazzo expressa otimismo ao afirmar que o setor imobiliário continuará a contratar mão de obra devido à saúde das vendas e ao estoque de imóveis adequado. Ele destaca que enfrentar as barreiras e promover a qualificação são caminhos cruciais para solucionar a falta de profissionais qualificados.
Por sua vez, Camorim disponibilizou as instalações do IES, localizadas em Trindade, para oferecer cursos de qualificação gratuita e ajudar a conscientizar a população sobre a relevância desse setor para a economia local. No momento, o instituto está com inscrições abertas para diversas formações, como pintor de paredes, construção a seco, encanador e instalador hidráulico, entre outras.
Mais um aspecto a ser considerado é a faixa etária dos trabalhadores na construção civil. Dados de um estudo realizado pelo Sebrae revelam que a maioria dos profissionais está concentrada na faixa etária de 30 a 39 anos. No entanto, apenas 13% dos trabalhadores são jovens entre 18 e 24 anos, o que reforça a necessidade de atrair novos talentos para o setor. Melazzo enfatiza que essa carência é crítica, e a inclusão de jovens aprendizes poderia suprir a demanda por mão de obra.
Embora muitos jovens estejam sendo atraídos pelo trabalho informal e pela “uberização”, experts como Camorim e Melazzo concordam que é essencial que os jovens entendam as implicações dessa escolha a longo prazo. A qualificação poderia, em questão de um ano, permitir que um jovem que começa como servente se torne um auxiliar técnico, com um aumento significativo em seu rendimento. Essa valorização pode levar a uma remuneração até 100% maior em comparação a outros setores, como comércio e turismo.
Camorim destaca a importância da qualificação na transformação das vidas das pessoas que buscam desenvolver uma carreira na construção civil, trazendo exemplos de indivíduos que mudaram de profissão em busca de melhores oportunidades. Assim, a partnership entre o IES e a Ademi não apenas visa contornar um desafio da indústria, mas também abrir portas para um futuro mais promissor para muitos trabalhadores.





