Durante o encontro do grupo realizado de 29 a 31 de janeiro em Genebra, ficou evidente a necessidade de ajustes diante da retirada do maior contribuinte financeiro. O documento publicado no site da OMS destacou a importância de um orçamento realista para garantir a sustentabilidade da organização em meio às mudanças econômicas e financeiras.
A proposta de redução do orçamento base do programa para 2026-2027 para US$ 4,9 bilhões foi discutida e aprovada pelo comitê. Tal decisão gerou preocupação em relação ao crescimento nominal negativo em comparação com o período anterior, sendo fundamental para as futuras discussões orçamentárias.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, expressou a esperança de que os Estados Unidos reconsiderassem sua saída, enfatizando a importância das contribuições americanas para a saúde global. Ele também destacou os esforços da organização para diversificar seu financiamento, atraindo 39 novos doadores em uma rodada de investimento.
Além disso, o grupo se comprometeu em melhorar a alocação de recursos entre os principais escritórios da OMS e apresentar um relatório sobre os progressos em maio de 2025. Outro objetivo é fortalecer ações para apoiar resultados de alta prioridade, financiando até 80% do orçamento, enquanto se mantêm as funções críticas da organização.
Diante desse cenário de mudanças e desafios financeiros, a OMS busca adaptar-se e garantir a continuidade de suas ações em prol da saúde global, mesmo após a saída dos Estados Unidos do grupo de países contribuintes.
