Conselho Executivo da OMS propõe corte de US$400 milhões no orçamento com saída dos EUA: Impacto nas Finanças Globais.

Os países participantes do conselho executivo do comitê de orçamento da Organização Mundial de Saúde reuniram-se para discutir e concordaram em propor um corte de US$ 400 milhões no orçamento para o período de 2026-2027. Esta decisão veio após o anúncio da saída dos Estados Unidos da organização, feito pelo presidente Donald Trump, que é o maior contribuinte financeiro da OMS.

Durante o encontro do grupo realizado de 29 a 31 de janeiro em Genebra, ficou evidente a necessidade de ajustes diante da retirada do maior contribuinte financeiro. O documento publicado no site da OMS destacou a importância de um orçamento realista para garantir a sustentabilidade da organização em meio às mudanças econômicas e financeiras.

A proposta de redução do orçamento base do programa para 2026-2027 para US$ 4,9 bilhões foi discutida e aprovada pelo comitê. Tal decisão gerou preocupação em relação ao crescimento nominal negativo em comparação com o período anterior, sendo fundamental para as futuras discussões orçamentárias.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, expressou a esperança de que os Estados Unidos reconsiderassem sua saída, enfatizando a importância das contribuições americanas para a saúde global. Ele também destacou os esforços da organização para diversificar seu financiamento, atraindo 39 novos doadores em uma rodada de investimento.

Além disso, o grupo se comprometeu em melhorar a alocação de recursos entre os principais escritórios da OMS e apresentar um relatório sobre os progressos em maio de 2025. Outro objetivo é fortalecer ações para apoiar resultados de alta prioridade, financiando até 80% do orçamento, enquanto se mantêm as funções críticas da organização.

Diante desse cenário de mudanças e desafios financeiros, a OMS busca adaptar-se e garantir a continuidade de suas ações em prol da saúde global, mesmo após a saída dos Estados Unidos do grupo de países contribuintes.

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