As exigências de Washington são claras: o Hamas deve entregar quase todo o seu arsenal e fornecer informações detalhadas sobre a complexa rede de túneis subterrâneos que permeia o enclave. Essas solicitações visam não apenas desarmar as facções palestinas, mas também fortalecer a segurança israelense, em um cenário onde o constante confronto entre as partes continua a marcar a rotina da região.
Em 2025, um pacto foi acordado entre Israel e o Hamas, sendo posteriormente apoiado pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro. Essa resolução é parte de um amplo plano de paz que inclui a retirada gradual de Israel de determinados territórios em Gaza e a introdução de uma Força Internacional de Estabilização.
Steve Witkoff, o enviado especial de Trump, anunciou a segunda fase desse plano em janeiro, que prevê a implementação de uma nova estrutura de governança na região, integrada pelo Conselho de Paz, e a participação de cerca de cinquenta países no processo. A inauguração do conselho ocorreu em uma conferência em Washington no fim de fevereiro, onde mais de vinte nações foram representadas.
Entretanto, mesmo em meio a esses esforços diplomáticos, a realidade no terreno continua tensa. Conflitos regulares entre grupos palestinos e as forças armadas israelenses têm sido registrados, indicando que a transformação da dinâmica de segurança na Faixa de Gaza é um desafio contínuo. As esperanças para a implementação efetiva do acordo de desmilitarização são altas, mas a viabilidade desse processo ainda gera incertezas, evidenciando as complexidades históricas e políticas do conflito.





