Na nota, o CRM-DF não hesitou em classificar os atos de discriminação como “absolutamente inadmissíveis”, ressaltando que o racismo é um crime inafiançável e que contraria os princípios fundamentais estabelecidos pela Constituição Brasileira. A declaração enfatizou que tais comportamentos não apenas violam os direitos humanos, mas também afetam a dignidade da pessoa e os valores essenciais da sociedade. Além de repudiar os ataques, a entidade expressou solidariedade à médica, reconhecendo os profundos impactos que experiências discriminatórias podem provocar tanto no âmbito pessoal quanto profissional.
O desdobramento dessa situação se deu a partir de Rithiele, que enquanto voltava para casa, foi abordada por policiais militares. Durante a abordagem, os policiais questionaram a médica sobre uma suposta ficha criminal. À medida que a situação se aproximava do constrangimento, a dinâmica mudou a partir da apresentação de sua carteira de trabalho como profissional da saúde.
As mensagens de ódio que a médica recebeu foram trazidas à tona por meio de um conhecido, que alertou sobre os comentários racistas feitos por um membro do grupo de bombeiros. Essa situação alarmante gerou a abertura de uma investigação pela Polícia Civil do DF, que almeja investigar a fundo os eventos e responsabilizar os autores dos atos discriminatórios.
Em um momento de crescente conscientização sobre as questões de raça e igualdade, a resposta do Corpo de Bombeiros Militar do DF foi de que ainda não havia recebido formalmente a comunicação sobre o boletim de ocorrência, mas que qualquer notificação resultaria em um processo administrativo para apurar os fatos. A corporação reiterou seu compromisso com a ética e os valores institucionais, desassociando-se de comportamentos que vão contra a lei.
Por sua vez, a Polícia Militar do Distrito Federal defendeu a abordagem mencionada no vídeo, apresentando-a como uma prática padrão do policiamento ostensivo, mas sublinhou que suas ações devem, acima de tudo, respeitar o indivíduo, independentemente de raça, profissionalização ou condição social. Essa situação evidencia a necessidade urgente de se discutir e combater o racismo em todas as esferas da sociedade.







