Fleming, que havia se declarado culpado em 2024 por conspiração e distribuição da droga resultando em morte, foi considerado um intermediário crucial na obtenção da cetamina. Promotores de justiça relataram que ele entregou múltiplos frascos da substância ao assistente pessoal de Perry nas semanas que antecederam o falecimento do artista. Essa dinâmica sugere uma exploração preocupante da vulnerabilidade do ator, que supostamente utilizava a cetamina para tratar sua depressão sob supervisão médica, mas acabou buscando doses extras de maneira ilícita.
Investigadores apontaram que Perry recebia aplicações regulares da droga em seus últimos dias de vida. Um laudo médico subsequente revelou que a causa da morte foi atribuída aos “efeitos agudos da cetamina”, e o afogamento foi considerado um fator complicante. Durante a audiência de condenação, Fleming expressou estar “assombrado” pela trágica situação e assumiu a responsabilidade por suas ações, embora o tribunal tenha considerado sua conduta ainda mais crítica pelo fato de ter atuado como conselheiro especializado em vícios.
A investigação não se limitou a Fleming. Um total de cinco pessoas foram acusadas, incluindo Jasveen Sangha, identificada como a fornecedora principal da droga, que foi condenada a 15 anos de prisão em abril. Outros profissionais de saúde envolvidos também enfrentaram sanções após admitirem sua participação nesse transbordante esquema de distribuição.
Por fim, a situação do assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa, permanece indefinida enquanto ele aguarda uma sentença. Ele é acusado de aplicar as injeções de cetamina no ator e de facilitar as compras da substância. Este caso destaca a grave problematização do uso de substâncias controladas e as implicações éticas e legais que cercam a atuação de profissionais da saúde em situações de dependência.
