Os resultados da pesquisa revelam que a atitude de terrorismo em Brasília é rejeitada majoritariamente em todas as grandes regiões do país, por pessoas de diferentes níveis de escolaridade e renda familiar, tanto por eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A rejeição é sentida principalmente entre os eleitores de ambos os candidatos, representando 94% dos que votaram em Lula e 85% dos que declararam voto em Bolsonaro.
De acordo com a pesquisa, as opiniões se dividem na pergunta “Bolsonaro teve algum tipo de influência no 8 de janeiro?” Avaliam que sim 47% dos entrevistados e 43% acreditam que não. Dez por cento não souberam ou não quiseram responder.
O diretor da empresa responsável pela pesquisa ressaltou a resistência da democracia brasileira diante de tanta polarização. Segundo ele, é de se celebrar que o país não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional. Ele destacou que, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos, no Brasil as opiniões a respeito dos atos de vandalismo sofrem pouca influência das escolhas das legendas políticas.
Felipe Nunes, cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou recentemente o livro “Biografia do Abismo – Como a Polarização Divide Famílias, Desafia Empresas e Compromete o Futuro do Brasil” em parceria com o jornalista Thomas Traumann. A publicação descreve que as posições políticas passaram a ser parte da identidade de cada brasileiro, e na última eleição presidencial o país “viveu a consolidação de um processo de polarização extrema”.
