Conjunto arquitetônico incomparável passa por restauração e estará aberto para visitação a partir do próximo mês.

Uma pesquisa realizada pela empresa Quaest revelou que 89% dos brasileiros reprovam as invasões aos prédios dos Três Poderes ocorridas em 8 de janeiro do ano passado na capital federal. Os atos, que resultaram em depredação do patrimônio público e prejuízo ao Erário, são aprovados por apenas 6% da população. Os dados, tornados públicos neste domingo (7), são de pesquisa de opinião realizada por meio de 2.012 entrevistas presenciais com questionários estruturados junto a brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi financiada pela plataforma Genial Investimentos.

Os resultados da pesquisa revelam que a atitude de terrorismo em Brasília é rejeitada majoritariamente em todas as grandes regiões do país, por pessoas de diferentes níveis de escolaridade e renda familiar, tanto por eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A rejeição é sentida principalmente entre os eleitores de ambos os candidatos, representando 94% dos que votaram em Lula e 85% dos que declararam voto em Bolsonaro.

De acordo com a pesquisa, as opiniões se dividem na pergunta “Bolsonaro teve algum tipo de influência no 8 de janeiro?” Avaliam que sim 47% dos entrevistados e 43% acreditam que não. Dez por cento não souberam ou não quiseram responder.

O diretor da empresa responsável pela pesquisa ressaltou a resistência da democracia brasileira diante de tanta polarização. Segundo ele, é de se celebrar que o país não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional. Ele destacou que, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos, no Brasil as opiniões a respeito dos atos de vandalismo sofrem pouca influência das escolhas das legendas políticas.

Felipe Nunes, cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou recentemente o livro “Biografia do Abismo – Como a Polarização Divide Famílias, Desafia Empresas e Compromete o Futuro do Brasil” em parceria com o jornalista Thomas Traumann. A publicação descreve que as posições políticas passaram a ser parte da identidade de cada brasileiro, e na última eleição presidencial o país “viveu a consolidação de um processo de polarização extrema”.

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