Após essa fase inicial, o texto do acordo será transformado em um projeto de decreto legislativo e levado à Câmara dos Deputados. Para garantir que a tramitação avance com agilidade, o presidente da Câmara determinou a formação de uma comissão especial. Essa medida tem o objetivo de concentrar os debates sobre o tratado antes da sua votação em plenário. Além disso, estão sendo realizadas negociações para que tanto a Câmara quanto o Senado possam analisar o acordo de forma direta, evitando o trâmite pelas comissões temáticas habituais.
A celeridade do processo legislativo reflete o forte desejo do governo brasileiro em concluir a aprovação do tratado ainda em 2026. Essa estratégia é vista como uma forma de reafirmar o compromisso do Brasil com a abertura comercial, além de estimular os países europeus a avançarem em suas respectivas ratificações. Caso o tratado seja aprovado no primeiro semestre, o Brasil não precisará esperar pela decisão dos demais países do Mercosul para que o acordo comece a ter efeitos.
Entretanto, o tratado não está livre de desafios. Apesar de enfrentar críticas no Parlamento Europeu e já ter sido alvo de disputas judiciais, há a possibilidade de a Comissão Europeia iniciar a aplicação provisória do acordo assim que pelo menos um dos países do Mercosul ratificá-lo. Assim, o tratado poderá já começar a vigorar entre a União Europeia e os países sul-americanos que finalizarem esse processo de ratificação, gerando novas oportunidades comerciais e de cooperação entre as duas regiões.
