Congresso Nacional Debate Propostas que Podem Transformar Sistema Financeiro e Regulação de Bancos e Fintechs no Brasil

O Congresso Nacional brasileiro está atualmente analisando uma série de propostas legislativas que podem gerar impactos significativos no funcionamento de bancos, fintechs e outras instituições do ecossistema financeiro do país. Entre os principais assuntos em pauta, destacam-se a autonomia financeira do Banco Central, a jornada de trabalho nos bancos digitais, novos crimes relacionados ao mercado de capitais e a resolução de instituições financeiras.

No âmbito do Senado, a proposta de Lei 2091/2023, que classifica novos crimes no mercado de valores mobiliários, recebeu recentemente a aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Após essa etapa, o projeto está agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde poderá ser analisado em decisão terminativa. Caso seja aprovado, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, avançando ainda mais na sua tramitação legislativa.

Além do PL 2091/2023, outras duas propostas relevantes estão sendo discutidas no Senado. A Proposta de Emenda à Constituição 65/2023, que visa garantir a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central, e o PL 2926/2023, que traz atualizações nas regras para as infraestruturas do mercado financeiro, dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), também têm o potencial de transformar o cenário do setor financeiro.

Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que merece destaque é o PL 4722/2025, que propõe equalizar a jornada de trabalho dos funcionários de bancos digitais àquela dos bancários tradicionais. Além disso, tramita nesta Casa o PLP 281/2019, que aborda os regimes de resolução para instituições financeiras autorizadas a operar sob a supervisão do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Essas discussões no Congresso Nacional refletem a transformação contínua e a adaptação do sistema financeiro brasileiro às novas demandas de mercado, tecnologias emergentes e necessidades regulatórias, o que pode proporcionar um ambiente mais seguro e inovador para operações financeiras no país.

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