Congresso mantém vetos importantes, incluindo descontos das dívidas do Fies e ampliação das atividades financiáveis com dinheiro do Fungetur.

Nesta quinta-feira (14), o Congresso Nacional acatou a manutenção de vários vetos presidenciais, com destaque para o veto parcial à Lei 14.375, de 2022, que permitia o abatimento de até 99% das dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Este veto foi imposto no ano passado pelo então presidente Jair Bolsonaro, que discordava do item que dispensaria os descontos em dívidas concedidos no Programa Especial de Regularização Tributária de serem computados na apuração da base de cálculo do Imposto de Renda, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), do PIS/Pasep e da Cofins, alegando que era inconstitucional e contrário ao interesse público.

Outro destaque foi o veto parcial (VET 39/2022) apresentado por Bolsonaro à Lei 14.390, de 2022, que prorroga até o fim de 2023 a possibilidade de remarcação de serviços e eventos culturais e de turismo adiados ou cancelados em virtude da pandemia de covid-19. O presidente vetou um parágrafo que estendia o período de aplicação das regras a casos de futuras emergências de saúde pública como a pandemia de covid-19.

Além disso, foi mantido o veto parcial do presidente Lula a um dispositivo do projeto que deu origem à lei que facilita localização de doadores de medula óssea (PL 3.523/2019). A Lei 14.530, de 2023, possibilita aos gestores do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e aos hemocentros requisitar a órgãos públicos dados de contato de doadores e parentes.

Outros vetos dizem respeito ao financiamento de atividades turísticas e ao Programa Escola em Tempo Integral, demonstrando a pluralidade de temas discutidos e vetados no Congresso Nacional.

No geral, a manutenção dos vetos indica uma clara tentativa de equilíbrio entre questões legislativas, orçamentárias e de interesse público, por parte do Poder Legislativo diante de diversos projetos que cruzam sua bancada. A medida mostra a necessidade de ponderação e cautela ao tratar de temas que afetam diretamente a população brasileira.

Apesar dos debates acalorados e da oposição dos partidos minoritários, o resultado da sessão desta quinta-feira reforça a importância do diálogo entre Executivo e Legislativo para garantir maior estabilidade e coerência nas decisões que afetam diretamente a vida dos cidadãos.

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