Warner, ao comentar sobre a situação, deixou claro que não existem evidências concretas de ameaças militares por parte da Rússia ou da China na região. Esse alerta vem em um momento em que algumas das atividades de Moscou e Pequim na região do Ártico são observadas, principalmente em relação à base espacial Pituffik, mantida pelo Exército dos EUA. Um funcionário americano corroborou essa visão, garantindo que nem a Rússia nem a China ameaçaram a soberania da Groenlândia.
As tensões aumentaram ainda mais quando, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Donald Trump expressou sua intenção de reativar negociações para a aquisição da ilha, uma ideia que já havia sido manifestada em seu primeiro mandato. Segundo Trump, a entrega da Groenlândia à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial foi um erro. Suas declarações provocaram indignação, especialmente entre os groenlandeses, que em sua maioria se opõem à ideia de se tornarem parte dos EUA. Além disso, a proposta não angariou apoio significativo na Europa.
Trump não hesitou em insinuar que qualquer conflito futuro na Groenlândia poderia envolver ações militares, ressaltando que os EUA não podem garantir a segurança do território simplesmente através de acordos de aluguel. As autoridades da Groenlândia, assim como muitos cidadãos, rejeitam fortemente essa perspectiva, levantando questões sobre a soberania e o futuro político da ilha. Essa situação complexa e controversa se revela como um dos temas centrais nas relações internacionais contemporâneas, revelando as tensões entre a ambição expansionista dos EUA e a resistência de um aliado estratégico que busca manter sua autonomia.
