No último dia 9, enquanto o príncipe se exercitava, seguranças, que afirmaram estar representando a Companhia Imobiliária de Petrópolis, barraram sua entrada. Apesar de conseguir entrar, Dom Pedro Tiago se sentiu ameaçado e, temendo por sua segurança, acionou a Polícia Militar. Em sua contestação, ele menciona o uso de bombas de gás lacrimogênio durante o incidente, uma situação que culminou com a ocorrência registrada na delegacia. No dia seguinte, ao tentar retornar ao palácio acompanhado de seus advogados, o príncipe descobriu que as chaves haviam sido trocadas, tornando impossível o acesso ao local.
De acordo com informações da Polícia Militar, eles foram chamados para resolver uma alegação de invasão de residência, onde o príncipe resistiu ao pedido de saída feito pela equipe policial. Como resultado, os agentes tomaram medidas para contenção do indivíduo, de acordo com os protocolos definidos.
Subseqüentemente, os advogados de Dom Pedro Tiago tomaram a iniciativa de buscar uma solução na Justiça. Em uma decisão proferida no dia 12, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro concedeu uma liminar que obrigava a Companhia Imobiliária de Petrópolis a desocupar o palácio, reconhecendo o direito do príncipe à propriedade.
Como bisneto da Princesa Isabel e pentaneto de Dom Pedro I, o príncipe agora retornou ao palácio, mas descobriu que alguns pertences, incluindo roupas, um carro e um quadro, estavam ausentes. Seus advogados avaliam quais medidas legais podem ser tomadas para garantir a devolução desses itens.
Os desentendimentos familiares envolvem questões maiores, como a possível venda do Palácio do Grão-Pará, que apresenta um valor estimado de R$ 70 milhões e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O palácio, que foi construído entre 1859 e 1861 em estilo neoclássico, abriga um rico legado histórico, tendo sido moradia da Família Imperial desde a Proclamação da República.
Dom Pedro Tiago manifestou sua determinação de lutar pelos direitos de sua família em relação ao patrimônio, expressando tanto a responsabilidade quanto o desafio de carregar o legado de uma história rica em batalhas e tradições. Este comportamento corajoso e histórico realça a importância do palácio na memória da Família Real, evidenciando a relevância dos acontecimentos atuais no contexto das relações familiares e da preservação da história brasileira.
