O Corinthians, preocupado com a situação, decidiu entregar às autoridades imagens do circuito interno de câmeras do estádio, que podem ajudar a esclarecer os eventos que se desenrolaram. Do lado do Palmeiras, a confusão se intensificou com a denúncia de agressão ao jogador Luighi, que, segundo o clube alviverde, foi atacado enquanto se dirigia para o exame antidoping. Após a agressão, Luighi passou por uma avaliação de corpo de delito, que confirmou um ferimento em seu pescoço, resultado de um tapa recebido.
Diante dos fatos, o Palmeiras registrou um Boletim de Ocorrência, enquanto as autoridades tentaram mediar uma solução amigável, propondo que os envolvidos no incidente pudessem encerrar o caso mediante a doação de cestas básicas. Contudo, tanto Luighi quanto a diretoria do Palmeiras recusaram a proposta, alegando que se tratava de uma situação de victimização.
Neste momento, o caso já está nas mãos do Ministério Público, que decidirá se encaminha a investigação ou se o arquiva. A súmula do árbitro detalha que a confusão teve início quando um segurança empurrou Luighi, tentando barrá-lo em sua rota para a sala de controle de doping. Esse ato precipitou um alvoroço entre seguranças e membros das duas delegações.
Além disso, o Corinthians também destacou que dois de seus jogadores, o zagueiro Gabriel Paulista e o meio-campista Breno Bidon, foram agredidos por seguranças do Palmeiras, afirmando que ambos iriam registrar suas próprias queixas junto à polícia. A situação só foi controlada com a intervenção de representantes de ambas as equipes, evidenciando a gravidade do tumulto que ocorreu.
O episódio não somente mancha a rivalidade saudável que caracteriza os clássicos do futebol paulista, mas também levanta questões sobre a segurança e a conduta de todos os envolvidos em eventos esportivos.
