A situação ocorreu em meio à disputa por uma vaga na primeira divisão do futebol queniano, tornando o jogo ainda mais tenso. Quando o Kariobangi Sharks, time da primeira divisão, estava vencendo por 2 x 1 aos 68 minutos, Sulwe marcou a penalidade, o que desencadeou a revolta dos torcedores da equipe. A invasão ao campo e as agressões ao árbitro foram registradas e mostram a gravidade do episódio.
Durante a confusão, Sulwe foi perseguido, empurrado e agredido, inclusive por jogadores que se envolveram nas agressões. Em um momento crítico, um torcedor chegou a lançar uma cadeira de plástico em direção ao juiz, que teve que ser retirado do gramado com a ajuda da equipe de segurança do estádio. O jogo foi interrompido e o placar permaneceu em 2 x 1.
A repercussão do incidente foi significativa na imprensa local, com veículos como o jornal The Standard classificando a situação como uma “vergonha” e o The Star relatando que a partida “mergulhou no caos”. Além disso, a partida já era marcada por polêmicas devido a uma disputa que se arrastava há meses, envolvendo o rebaixamento do Kariobangi Sharks e a contestação do Mombasa United.
Até o momento, a Federação Queniana de Futebol (FKF) e os clubes envolvidos não se pronunciaram publicamente sobre as agressões ao árbitro. O episódio ocorre em um momento delicado, às vésperas da Copa das Nações Africanas de 2027, competição na qual o Quênia será um dos países-sede. Junto com Uganda e Tanzânia, o país está se preparando para receber o torneio em junho do próximo ano.




